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O Canadá como país, é bem mais novo que o Brasil, mas os primeiros europeus chegaram no Canadá há mil anos, com uma comunidade viking tendo sido estabelecido em L'anse aux Meadows, no extremo norte de Newfoundland. Antes da colonização francesa, foram os pescadores portugueses que se abasteciam de bacalhau nas águas frias dos Grandes Bancas de Newfoundland; com a descoberto de grandes quantidades de sal na Europa, passaram a desembarcar na costa leste canadenses para temperar o peixe durante o verão.
Com a chegada dos franceses a partir do século XVI, a principal atividade econômica passou a ser a busca das peles de castor, para produzir o "felt" para os chapéus que estavam muitos na moda na Europa. Estes bandeirantes franceses, os "coureurs de bois" que abriram o interior e faziam comércio com os povos indígenas, representam uma das figuras legendárias da história canadense. Os ingleses começaram a vir em mais força para colher madeira das florestas do litoral este, para construir e manter a sua frota marítima. Tinham também atividades agrícolas na atual província de Ontario.
Foi somente no século XIX que o oeste do Canadá começou a se desenvolver. A constituição de 1867, que unificou todas as colônias do Canadá em um país só, tinha como condição de assinatura a construção de uma ferrovia que ligaria todas as províncias, de costa a costa.
Uma vez estabelecida, os imigrantes começaram a chegar ao centro-oeste canadense em força. A terra era dada de graça aos imigrantes que aceitavam o desafio de montar uma vida agrícola nestas terras bravas.
Em termos da economia canadense, certas indústrias contribuíram ao desenvolvimento do país. Pesca, madeira, pele, agricultura, mineração e siderurgia explodiram com o desenvolvimento industrial do continente, particularmente da indústria automobilística. A economia canadense sempre dependia muito dos recursos naturais, mas também sempre demonstrava uma flexibilidade e adaptabilidade saudável às mudanças de moda e outras condições dos mercados internacionais.
Era importantíssimo, pois o mercado doméstico nunca sustentaria o nível de atividade econômica; até hoje, mais que 40% da produção nacional é exportada. As indústrias primárias ocupam um espaço cada vez menor no quadro de atividade econômica. O Canadá se transforma realmente um país de indústria terciária, baseada muito mais no capital humano que no capital natural.
O país já passou por uma reestruturação econômica importante no início dos anos 1990, dirigida pela globalização dos mercados e da produção mundial, e pela nova concorrência no mercado canadense que surgiu a partir do Acordo de Livre Comércio com os Estados Unidos. Foi um dos debates mais acirrados no Canadá, mas no final o país saiu mais forte e mais confiante do que antes, com uma posição internacionalmente admirável em indústrias como mineração, energia elétrica, telecomunicações e indústrias "intensivas de conhecimento".
Detém uma porcentagem da indústria norte-americana automobilística que ultrapassa a sua representação por população. Algumas empresas mundiais canadenses, das quais já podem ter ouvido falar, incluem a Nortel, Seagrams, Alcan, Moore, Corel, Magna, Bombardier, Imax, Ballard Power Systems e Nova.
O Canadá enfrentou nos anos 80 aquela crise inflacionária dos choques de petróleo dos anos 70; a taxa de juros chegou a uns 22%, um nível completamente desconhecido e impensável. O Banco Central canadense tomou uma atitude bem estrita no final dos anos 80, que muitas pessoas culparam por uma forte recessão no início dos anos 90. Porém, tem que ser admitido que teve um efeito positivo. A taxa de inflação atual é baixíssima, e a economia está muito saudável e estável. Depois deste desafio, veio o desafio das contas públicas.
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